23 de jun de 2008

Três não é demais

"Gostaria de viver trezentos anos para ler todos os livros que tenho em casa". A frase é de José Mindlin, mas acho que muita gente partilha desse mesmo desejo. Minha biblioteca é infinitamente menor --talvez eu desse conta de ler tudo em menos de dez anos... se não continuasse a comprar mais e mais livros. Acontece que, apesar de faltar tempo, sobra interesse. E pra dar conta da pilha que nunca abaixa, tenho tentado praticar dois bons hábitos: 1) abandonar a leitura (sem culpa!) quando o livro é chato, e 2) ler pelo menos dois livros ao mesmo tempo.
Confesso que ainda não consegui 100% de sucesso no primeiro ítem -- só desisto de vez se o livro é muito chato, indiscutivelmente chato. Em compensação, tenho achado cada vez mais gostoso alternar a leitura de um conto com uma HQ, um romance, um ensaio e livros infantis. Nos últimos dias, terminei "Em Busca do Amor Perdido", de Juva Batella, um texto infanto-juvenil que fala da escrita através da história de uma menina que quer ser escritora; li também "Frango com Ameixas", da mesma autora de "Persépolis", a iraniana Marjane Satrapi; e mais dois infantis deliciosos: "O Carteiro Chegou", de Janet e Allan Ahlberg, e "As Cartas de Ronroroso", de Hiawyn Oram e Sarah Warburton. Agora estou no meio de um conto de Paul Theroux.
Pra quem gosta de ler, essa variedade é muito atraente e saborosa, mais ou menos como uma caixa de bombons com chocolate branco, meio amargo, crocante, recheado ...Devoro os dois, livros e chocolates. E vocês?
(Silvana Tavano)
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