28 de abr de 2008

Tantas Alices

A Lagarta e Alice olharam-se por algum tempo em silêncio. Finalmente, a Lagarta tirou o narguilé da boca e perguntou, em voz lânguida e sonolenta:
-- Quem é você?
Não era uma começo de conversa muito animador. Um pouco tímida, Alice respondeu:
-- Eu... eu... nem eu mesmo sei, senhora, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando levantei esta manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então.
("Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll -- tradução de Sebastião Uchoa Leite, Summus, 1977 )





































































































Sempre me encanto com a curiosidade de Alice. Tem outro jeito de descobrir maravilhas?

(Silvana Tavano)

4 comentários:

alexandre guardiola disse...

lendo histórias infantis; obsenvando o olhar das crianças;
que gravuras mais bonitas essas...

May Shuravel disse...

Como dou-me o direito de mudar de opinião sempre que me der na telha, afirmo com total convicção momentânea: Lewis Carrol é o melhor escritor de todos os tempos, os que já foram e os que virão...
E para outros amigos de Alice, tenho uma dica: o livro "Cartas às suas amiguinhas", Lewis Carrol, editora Sette Letras. Cada carta é uma pequena jóia, coisa pra ler e reler e pra deixar a gente com muita inveja daquelas meninas que tiveram o privilégio de receber uma...
beijo
May

Maria Amália Camargo disse...

Lendo, lendo e lendo...
As ilustrações é que são maravilhosas. Adorei!
Beijos,

Anônimo disse...

Oi, Silvana, voltei...
Acabei de ver um filme vagabundíssimo na tevê, e olha a coincidência: a única cena interessante do tal do filme(nem sei o nome) era justamente uma apresentação teatral de...Alice no país das maravilhas!
boa noite
May