29 de jun de 2010

Bichos

A pressa é um pernilongo agitado. Fica rodeando com aquele zunzunzum irritante, não disfarça a presença nem a intenção: só quer mesmo é sugar uns goles do nosso tempo-sangue de canudinho. Já a preocupação é um mosquito chato. O danado não pica, mas fica lá, incômodo e feio, esperando um terromoto de braço ou uma ventania de mão pra sair de perto. Mas a tristeza é uma aranha silenciosa, dessas que chegam de mansinho e vão tecendo uma teia invisível, com um emaranhado de nós que prendem na garganta e apertam o peito da gente.

(ST)

6 comentários:

Juliana Valentini disse...

Silvana,
você está ficando cada vez melhor, hein? Hoje de manhã estive com essa aranha, e era exatamente assim como você descreveu.
Mas melhorei depois um telefonema divertido, que é como um cão filhote destrambelhado que, correndo atrás de uma bolinha, atropela a teia destruindo cada um dos seus nós.
Um beijo,
Juliana.
PS: há 3 semanas meu gatinho foi morar nas nuvens, pra contar uma daquelas histórias que você vê passar. Logo logo estarei de cara boa outra vez pra gente tomar aquele café.

Silvana Tavano disse...

ô Juliana, que tristeza!
...
Mas às vezes não tem jeito, né? A gente tem que ficar encolhidinha dentro da teia. Por um tempo.
Vamos pro cafezinho assim que você colocar essa aranha pra correr.
beijo

Érica Elke disse...

Lindo!

Sylvie disse...

Adorei teu Blog.
Vou indcá-lo no meu (como se precisasse, rs)

http://theinsightsblog.blogspot.com/

Beijos e afagos nas madeixas

Maria Jose disse...

Muito bom! Beijinhos, Z

Eunícia disse...

Como é bom passar aqui e ver a TRADUÇÃO do que às vezes parece intraduzível...

:)