17 de mar de 2010

Despertar

Ultimamente não tenho conseguido ler à noite. O sono sempre ganha por nocaute antes do terceiro parágrafo. Mas ontem li "Memórias Inventadas -- As Infâncias de Manoel de Barros" do começo ao fim. Tudo lindo, a edição, as iluminuras de Martha Barros e as palavras do poeta.

No quintal a gente gostava de brincar com palavras
mais do que de bicicleta.
Pruncipalmente porque ninguém possuía bicicleta.
A gente brincava de palavras descomparadas. Tipo assim:
O céu tem três letras
O sol tem três letras
O inseto é maior.
O que parecia um despropósito
Para nós não era despropósito.
Porque o inseto tem seis letras e o sol só tem três.
Logo o inseto é maior (Aqui entrava a lógica?)
Meu irmão que era estudado falou quê lógica quê nada
Isso é um sofisma. A gente boiou no sofisma.
Ele disse que sofisma é risco n'água. Entendemos tudo.
...


Como é bom quando as palavras despertam a gente.

(ST)

4 comentários:

Denise Portes disse...

Silvana
Como é bom passear por aqui!
Ô deixei um selo pro Manoel no meu blog, divulgando o blog dele.
Um beijo
Denise

Silvana Tavano disse...

oi Denise! Eu vi, e ele também! Logo mais, quando voltar da escola, ele vai te agradecer pela "divulgação".
um beijo

Patricia disse...

Sil,
Adoro Manoel de Barros. Vi esse poema num evento do Sesc Pompeia. D+
beijos
patricia

Caleidoscópio disse...

É sempre bom visitar o seu cantinho.
=)