8 de mai de 2012

Oito

Lembro do professor de matemática desenhando na lousa um oito deitado -- o símbolo do infinito --, como uma linha contínua girando em círculos de um tempo que não tem começo nem fim. E então coloco o oito de pé e vejo uma ampulheta por onde o tempo escoa em grãos de areia, passando tão igual e tão diferente pelos 18 anos do meu filho e pelos 80 anos do meu pai.

5 comentários:

Estação do Conhecimento disse...

Olá,Silvana!
Somos os alunos do 1ºanoD do Colégio Pentágono de Perdizes.
Queremos te dizer que o Livro "Como começa" é muito legal.
Beijos e Abraços! E até quarta que vem!

Tchau.

Silvana Tavano disse...

Até lá! E beijos pra turma toda!

MCris disse...

Silvana!
Quem lê os seus posts - e tb os comentários - desconfia que você deve estar bem ali no meio, na cintura da ampulheta, na confluência de todas as linhas e gestos...
E, mais do que isso, que você se deixa afetar pelo movimento de tudo o que passa.
Quem lê, então, não tem outra saída senão sorrir por dentro.
;-)

Silvana Tavano disse...

:)
obrigada, MCris!

Tania disse...

Lindo! Sintonia perfeita com nossa sensação de fim de semestre, o corpo fazendo um oito no espaço e o tempo que passa... parabéns e obrigada por nos brindar com linhas tão belas!