23 de mai de 2012

Dos lugares comuns

Reclamar do trânsito é chover no molhado. Não tem lugar mais comum do que carro parado em congestionamento, e a gente lá dentro, de mãos atadas. A duras penas, saio pela esquerda, viro à direita e logo volto à estaca zero, sem ver nenhuma luz no fim do túnel. O jeito é aguentar firme, em compasso de espera, com muita paciência, que é a mãe das virtudes. Tento me consolar lembrando que a pressa é inimiga da perfeição e que devagar se vai ao longe, mas, poxa, precisa ser tão devagar? Não dá outra: chego atrasadíssima ao meu compromisso e entro correndo atrás do prejuízo. Mas os pequenos do Colégio Pentágono do Morumbi tinham preparado uma recepção tão calorosa que logo respirei aliviada, virei a página e coloquei um ponto final na minha lamúria pra fechar o dia com chave de ouro.