3 de ago de 2011

O inventor --um miniconto

Quando eu crescer, acho que vou ser inventor.
É que existem umas coisas muito importantes que ainda não foram inventadas. Por exemplo: um medidor de amor. Se dá pra medir febre, por que não dá pra medir amor? Já tenho até o nome -- "amorzômetro". Daí é só colocar em cima do coração da pessoa e pronto: vermelho = máximo; laranja = médio; amarelo = baixo; branco = zero. Se já tivesse um desses hoje em dia eu não precisava ficar perguntando pra minha mãe se ela gosta mais de mim do que do chato do meu irmão.
Também vou inventar um aparelho pra ver os pensamentos dos animais. Bom, pelo menos de alguns. Tem que servir pra cachorros. E talvez pra gatos também. Não tenho muita certeza se o mesmo aparelho vai funcionar pra jacarés, galinhas e outros bichos, mas isso pode ficar pra depois. O principal é o leitor de pensamentos caninos, e também já pensei num nome: iDOG. Tenho certeza que muita gente ia querer ter um desses porque não é só o meu cachorro que pensa um monte de coisas e não consegue me dizer. A gente não passa muito do básico: um latido = "oi"; dois = "vamos dar uma volta"; três = "você demorou pra chegar"; muitos latidos juntos = "estou muito feliz" (ou "muito chateado", depende do tom). Mas não é fácil descobrir o que ele acha das coisas que eu conto todo dia. Eu falo, falo e ele só fica me olhando, pensativo.
Quanta coisa falta inventar nesse mundo!
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