1 de ago de 2011

Agosto

Às vezes, a saudade me surpreende em lugares inesperados: de repente, vejo minha mãe atravessando a faixa de pedestres na frente do meu carro, e até escuto a sua voz gulosa escolhendo chocolates no supermercado. Ela também gosta de me visitar em sonhos, despertando lembranças embaçadas, inventando encontros improváveis. Saudade não tem dia nem hora pra aparecer – é como uma presença invisível que vive rondando. Mas quando agosto chega, essa saudade faz questão de ficar por perto o tempo todo, preenchendo cada instante com a falta que ela me faz.  
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