31 de out de 2007

Só dá saci!


A Biblioteca Mário de Andrade (r. General Jardim, 485) vai festejar o "Dia do Saci" em grande estilo: a partir das 14:30hs, o grupo Timol (Teatro Infantil Monteiro Lobato) apresenta a peça "As Confusões do Saci no Sítio do Picapau Amarelo". Às 19hs, o Quarteto Pererê faz show com músicas folclóricas e contação de "causos". O dia também marca o início da exposição "O Saci em Três Tempos", com desenhos e textos que seguem a trilha do saci, de Lobato até hoje.

E pra entrar no espírito do dia, a dica é ler "Pererêêê Pororóóó"(DCL): os três sacis criados pela autora Lenice Gomes aparecem, rodopiam e somem nas belíssimas ilustrações de André Neves.
(ST)

30 de out de 2007

O Saci vem aí!


Faz só dois anos que o Saci-Pererê ganhou um dia especial, mas suas travessuras no folclore brasileiro começaram há mais de 200 anos e inspiraram histórias que todo mundo conhece: "Pedrinho e o Saci", de Monteiro Lobato; "O Caso do Saci", de Nelson Cruz, "A Onça e o Saci", de Pedro Bandeira, o simpático Saci recriado por Ziraldo (no desenho ao lado) para "A Turma do Pererê", entre tantos outros. O dia 31 de outubro não foi escolhido por acaso, e o Saci, arteiro e brincalhão, avisa: as bruxas que se cuidem!
(Silvana Tavano)

29 de out de 2007

Leitores premiados

A revista Crescer, da editora Globo, vai premiar as melhores resenhas escritas por crianças com o livro "Contos do Quintal". É só escolher um livro para comentar, e vale contar com a ajuda dos pais na hora da redação --importante é que a criança dê a sua opinião. Depois é só mandar a resenha para o blog da revista. A promoção vai até dezembro. No livro-prêmio, tem um miniconto meu:
"Medo de Avião"
Tem gente que tem medo de escuro. Eu tenho muito medo de avião. Quer dizer, de avião voando, né? Porque quando ele está no chão eu até acho bonito. Mas é bem nessa hora, quando eu vejo o avião estacionado no aeroporto que o medo começa. Como é que um negócio daquele tamanho consegue voar? É pesado demais, grande demais e, na minha opinião, voa alto demais. Nem pássaro, que é feito pra voar, chega tão alto. Pra que esse exagero?
Depois, vem o pior. O medo vira MEDO de verdade quando a gente está lá em cima. Não tem coisa mais esquisita do que ficar preso no meio de tanto espaço. E se o avião chacoalha, então? Minha mãe disse que é igual a carro quando tropeça em buraco. Não dá pra engolir essa, né? Como é que vai ter buraco se não tem chão?
Mas quando o avião desce, bom, aí é gostoso. Esqueço logo de todo medo que senti. É bem legal chegar rápido tão longe! Pelas minhas contas, seriam uns três dias de férias a menos se a gente tivesse ido de carro na última viagem!
Pensando bem, ficar num quarto escuro muito escuro deve ser bem pior.

(Silvana Tavano)

26 de out de 2007

Pateta anti-fumo



O achado é do jornalista Ricardo Lombardi: confira o sofrimento do Pateta fumante nessa antiga animação dos estúdios Disney.
(ST)

24 de out de 2007

Agenda de sábado


A editora Girafinha convida para dois eventos bacanas, programados para o próximo sábado, dia 27: às 11hs, tem contação de história com Erick Justino baseada no livro "O Rapto do Professor de Matemática", de Philippe Barcinski, ilustrado por Galvão, na livraria Cortez (r. Bartira, 317, Perdizes). A partir das 16hs, a autora Katia Canton e o ilustrador Guazzelli lançam "Monstruário" na livraria Teixeira (al. Lorena, 1611, Jardins), com oficina de desenho pilotada pelo ilustrador.
(ST)

23 de out de 2007

Escrever um livro, plantar uma árvore


O garoto tinha R$ 2 no bolso e queria comprar um picolé. A tia lembrou da campanha "Um milhão de árvores" e o convenceu a comprar uma mudinha de planta. Ele aceitou imediatamente e fez questão de pagar pela muda de jambo. Plantaram juntos no mesmo dia. Quem me contou essa história foi a jornalista Liliane Oraggio: o jambo vai crescer em Juazeiro do Norte, no Ceará, e é uma das 43.773 árvores registradas até agora na campanha idealizada pelo arquiteto e escritor Carlos Solano. Plante a sua.
(ST)

22 de out de 2007

Sobre um monge e sua idéia fixa

Persistência é o tema do curta O Monge e o Peixe, mais uma bela animação do premiado Michael Dudok de Wit. Imagens e música lindas pra começar bem a semana.

21 de out de 2007

Cotidiano coloridíssimo

Cenas do dia-a-dia de uma família comum são retratadas em tons fortes e com muito humor em
"Crésh!", do cartunista Caco Galhardo, editado pela Peirópolis. Também é dele e da mesma editora a história de "Dom Quixote em Quadrinhos", carimbado com o selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIF), em 2005.
(ST)

19 de out de 2007

Mágica da palavra

O barro
toma a forma
que você quiser

você nem sabe
estar fazendo apenas
o que o barro quer

(Paulo Leminski, em "Poesia Fora da Estante", editora Projeto)

18 de out de 2007

Pedalando...


... por aí, minha amiga Simone Kubric, editora da Callis, cruzou com esse personagem simpático, criado pela ilustradora Tatiana Paiva.

17 de out de 2007

MAM pra criança


Começa hoje e vai até o dia 2 de dezembro a exposição "Arte para Crianças" no Museu de Arte Moderna, do Rio de Janeiro. Cildo Meireles, Amílcar de Castro, Tunga, Rubem Grilo, Yoko Ono e muitos outros artistas importantes criaram esculturas, instalações e vídeo-histórias, como a do "Dedão do Pé do Fim do Mundo" (fotos), narrada com poema de Manoel de Barros. O MAM fica na av. Infante Dom Henrique, 85, no Flamengo.

16 de out de 2007

Inspiração pra escrever

Pra quem acha que escrever é difícil, a dica é ler "Esses Livros Dentro da Gente", da escritora mineira Stela Maris Rezende. Aqui, alguns trechinhos pra acender a inspiração:

Tem que ouvir histórias, de preferência histórias de assombração, contadas por uma avó bem misteriosa e ladina. Na falta da avó, trate de ouvir a professora, a vizinha, o motorista de táxi (...). Qualquer história pode ser envolvente. O que seduz é o modo de contar.

Tem que seguir a trilha dos mestres antigos. Aqueles caminhos cheios de mistério por onde andaram Andersen, Lewis Carroll e os Irmãos Grimm. Qualquer passeio tem que durar Mil e Uma Noites.

Tem que tomar chá com Cecília e Clarice. De preferência, numa tarde de sábado. Por modo de que na viagem do coração o sonho é sempre selvagem.

Tem que gostar de chuva no telhado. De borboletas na manhã de sol. De vozes abafadas na cozinha. De ruídos, De gestos. (...) De rostos. De olhares. De castelos. De barracões. De todas as dúvidas. De todas as perguntas.

Tem que prestar atenção nos imprevistos, nas idéias desgovernadas que aparecem a qualquer momento (...). Às tres da tarde, por exemplo, ou às oito da noite, pode ser que uma bela idéia se intrometa num assunto onde não foi chamada. Aconselho a ter um caderninho sempre por perto.

(ST)


13 de out de 2007

Hoje tem miniconto







Das coisas difíceis
Comer só um pedaço de chocolate, esperar todos aqueles minutos pra entrar na piscina depois de almoçar, ir só uma vez na montanha-russa. Essas coisas são difíceis, mas a gente consegue. É um difícil-médio.
Também tem o difícil dificílimo: espirrar sem fechar os olhos. Impossível não é. Mas acontece que espirro é o tipo de coisa que sempre vem de repente e aí, pronto, quando o espirro sai, o olho já fechou. Com bocejo é igual. É muuuuuito difícil ficar de boca fechada se alguém está bocejando do lado. Já tentou?
O difícil que pega a gente desprevenido é o pior. Teste-surpresa no meio da aula, por exemplo. Se for de matemática, a palavra DIFÍCIL até pisca, com todas as letras enormes.
E tem o difícil-quem-sabe: pedir gibi ou joguinho de computador pra mãe um dia depois do aniversário. Dá pra arriscar, mas vai ser bem difícil ganhar outro presente tão rápido...
Cada difícil tem o seu grau de dificuldade. Outro dia descobri que também existe o difícil-fácil. De verdade é um fácil disfarçado de difícil. Amarrar o tênis é o fácil com mais pinta de difícil que eu conheço, mas tem um monte de coisas assim: andar de bicicleta, pular corda cruzada, ler um livro de trocentas páginas. É só pegar o jeito. Daí vira uma moleza.

(Silvana Tavano)

12 de out de 2007

Direitos das crianças


Hoje é um bom dia pra lembrar que toda criança tem que ser protegida. Tem direito a alimento, cuidados, casa, escola e família. "Tem direito à infância, um tempo muito curto, mas em que se constrói o direito à felicidade", como bem disse Ruth Rocha, que escreveu a declaração desses direitos de um jeito lindo no livro "Os direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha", editado pela Companhia das Letrinhas.
Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.
A criança tem direito
Até de ser diferente.
E tem que ser bem aceita
Seja sadia ou doente.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.
Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...
Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...
Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!
(ST)

11 de out de 2007

Ainda dá tempo...

de passar na PUC (r. Ministro de Godoy, 969) e conferir o último dia da 11a. Semana do Livro Infantil. É uma ótima sugestão pra presentear suas crianças amanhã: ainda tem muitos títulos bacanas com descontos de até 30%. A feira termina às 16 hs. Corra!

(ST)

9 de out de 2007

Bom de ouvir

Livros, autores e leitores são o assunto de todos os dias no Letras & Leituras, comandado pela jornalista Mona Dorf, na rádio Eldorado (700 AM). Nesta semana, toda a programação do Letras está homenageando os leitores infantis. Ouça o áudio da minha entrevista, que foi ao ar hoje de manhã, e se agende para ouvir Tatiana Belinky na próxima sexta, dia 12, às 11:45hs.

(Silvana Tavano)

7 de out de 2007

Miniconto do dia

Sobre as nuvens
Às vezes dá pra gente ver o pensamento dos outros.
Ver com os olhos, não ler! Porque pra ler meeeesmo e até adivinhar tudo o que a pessoa está pensando tem que ter uns dons especiais. Ou conhecer muito a pessoa. Tem horas que só de olhar pra minha mãe já sei que ela vai me mandar tomar banho, por exemplo. Mas isso é outra coisa. O que eu consigo é ver o pensamento sendo pensado. É fácil, é só prestar atenção e dá pra enxergar a nuvem que forma geralmente no alto da cabeça da pessoa. Nessa hora, tem gente que olha pra cima e fica revirando os olhos, acho que tentando ver o que está dentro da nuvem. Também tem quem morda a boca, no cantinho, e daí os olhos disfarçam, fingindo que estão olhando pra outra coisa e que não tem nuvem nenhuma ali.
Quando o pensamento é triste, os olhos descem, quase fecham. É claro: a pessoa não quer ver! Mas com esse tipo eu ainda me confundo porque o pensamento preocupado também é meio assim, olhando pra baixo. Só que nesse a pessoa sempre pisca mais.
É muito legal ver o que eu chamo de pensamento-vulcão se formando. Esse tipo de nuvem até embaça o ar, de tão quente. Tem gente que fica vermelha, principalmente quando a nuvem-pensamento é de raiva. Esse tipo só não vê quem não quer, porque a cabeça pode até tremer, e tem gente que ainda solta uns grunhidos, um som que sai da garganta pelo nariz.
Ah, e também tem nuvem constante. Sabe aquelas pessoas que não prestam atenção quando alguém está falando? Na minha classe tem um menino desse tipo. A professora sempre diz que ele vive “com a cabeça nas nuvens” –isso prova que não sou o único que vê as nuvens, né?
De vez em quando também vejo as nuvens pretas. Sabe como é, a pessoa passou debaixo de uma escada ou cruzou um gato preto e daí fica achando que alguma coisa azarada vai acontecer. Pensa tanto que, pronto, a nuvem escurece e o azar aparece! Bom mesmo é quando não tem nuvem nenhuma: a gente olha e a cabeça está limpinha que nem céu azul, tem melhor?
(Silvana Tavano)

6 de out de 2007

É amanhã!


Já é bacana uma revista mensal como a "Crescer" dar espaço para a literatura infanto-juvenil. Melhor ainda é reunir esses minicontos num livro com histórias de Fabricio Carpinejar, Carla Caruso, Márcio Vassallo, Katia Canton e tanta gente legal. O lançamento do "Quintal" vai ser amanhã, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915), a partir das 15 horas. Vou estar por lá também.
(ST)

4 de out de 2007

Texto que desenha, imagem que fala

Papeando com a escritora Ana Maria Machado, que entrevistei tempos atrás, o assunto "ilustração de livros infantis" entrou na roda: falamos sobre como é fantástico quando o ilustrador traduz em imagens o que está na cabeça do escritor --mais que isso, quando os desenhos somam, acrescentando significados e dando novos sentidos ao texto. Por essas e por outras, tenho uma certa inveja de quem ilustra e escreve, como minha amiga May Shuravel. A história completa da vaca Valda está no livro "Na Casa do Coringa", editado pela Companhia das Letrinhas:
Era uma vez uma vaca amarela
chamada Valda Clotilde Vitela.
Vaca exigentíssima,
não tolerava relaxo ou mazela.
Usava luvas de puro cetim,
meias de seda, colar de marfim,
pulseira de ouro
(presente do touro)
e muitas outras coisinhas assim.

(ST)

3 de out de 2007

Quando o carteiro chegou...


Não sei há quanto tempo não recebia uma carta. Carta mesmo, com selo e, o mais incrível, datilografada numa Olivetti! Mas o melhor de tudo era a rementente: a professora Nelly Novaes Coelho. Nós nos conhecemos há algumas semanas, na editora Globo, no dia do lançamento da obra de Monteiro Lobato. Depois de uma conversa gostosa sobre as razões do sucesso de Harry Potter, perguntei se ela conhecia a bruxa Creuza, uma feiticeira bem diferente do bruxo famoso --a Creuza se encanta com as mágicas do homens, é engraçada, moderna e, também por isso, um pouco estressada. Mandei meus livros para a professora e hoje tive o imenso prazer de saber que ela leu e gostou. Ganhei o dia.

(Silvana Tavano)





1 de out de 2007

Domingo na Vila





Todos os meses, a revista Crescer publica minicontos infantis superlegais que, agora, estão reunidos no livro "Contos do Quintal", da editora Globo. O lançamento vai ser no próximo domingo, dia 7, na livraria da Vila (r. Fradique Coutinho, 915), a partir das 15 horas. Vamos estar todos lá --eu, Carla Caruso, Kátia Canton, Cristiane Rogério e muitos outros escritores que participaram do projeto--, ouvindo as histórias que Sylvia Lohn, Giba Pedroza e Giuliano Tierno vão contar. Apareça!



(Silvana Tavano)