16 de nov de 2011

A casa triste

Depois de tanto banho de sol e de chuva, a placa "vende-se" amarelou. A outra, que dizia "aluga-se", sumiu no emaranhado de folhas do jardim que envelheceu rabugento e solitário, sem visita de passarinho. Lá no fundo, o tempo enferrujou no portãozinho que alguém esqueceu de fechar, deixando pra trás a casa que, um dia, foi branca. Pelo vidro das janelas, procuro mistérios e fantasmas, mas só vejo a tristeza que ficou morando lá.
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