7 de nov de 2011

Palavras

Quando estou lendo, gosto de ser surpreendida por palavras que não conheço. É claro que isso não pode acontecer a cada duas linhas porque, então, o que seria prazer vira uma chatice. Mas topar aqui e ali com uma palavra nova sempre me provoca: mesmo quando não é difícil intuir seu significado dentro do contexto geral, faço uma orelhinha na página e depois vou conferir no dicionário. Dias atrás fui checar a palavra “plasta”, que aparece no juvenil “ A Mocinha do Mercado Central”, de Stella Maris Rezende. Na hora, gostei da estranheza do som, mas não cheguei nem perto do que o Houaiss me contou: plasta é qualquer coisa branda, moldável como o barro e que também nomeia a pessoa lerda, inábil. No final de semana, lendo “Infinitos”, de John Banville, me encantei com “solipsista”, e acabei descobrindo o solipsismo, doutrina segundo a qual só existem, efetivamente, o eu e suas sensações – por extensão de sentido, o termo é usado para definir a vida e os hábitos de um indivíduo solitário, como o protagonista do livro.
Mas não é só nos livros que esbarro com novidade: hoje ganhei uma caixinha de sabonetes linda e fiquei tentando adivinhar de que fruta era aquele perfume. Teria matado a charada na hora se soubesse que "dióspiro" é o nome do nosso caqui em Portugal.
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