15 de mai de 2008

Boas idéias

"Crianças e jovens têm tolerância zero com aquilo que não gostam. Se, na segunda página não se capturou seu interesse, deixam o livro de lado. Os adultos normalmente são mais concessivos, influenciados pela fama do autor, por uma boa crítica ou até pelo preço que pagaram pela obra... Por isso, escrever para crianças e jovens é mais difícil. A outra face dessa moeda é que, quando uma criança diz que gostou de seu livro, acredite, pois é verdade. Já com um adulto, nunca se está seguro."
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"O denominador comum de tudo que faço é minha fé na imaginação, a arma mais poderosa que temos para enfrentar o que nos espera - seja em política, economia, arte ou na vida cotidiana. Caminho por essa estrada tratando de descobrir o que ainda não existe."
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A América Latina é, acredito, o lugar no mundo onde a realidade supera a ficção com maior freqüência. As contradições são grandes e somos bons contadores de histórias: é uma combinação que fertiliza o campo para a criação literária."

A íntegra da entrevista com o escritor peruano Hernán Garrido-Lecca está no Caderno 2 de hoje.
Às 15h, ele conversa sobre literatura infantil com a escritora Ruth Rocha no Instituto Cervantes (av. Paulista, 2.439, entrada franca).
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