13 de mai de 2011

Mistério

Depois de quase dois dias de apagão o blog voltou a funcionar, mas o post de ontem sobre "Livros e Bolos" sumiu. Como hoje é sexta-feira, 13, talvez ele reapareça de repente (?). De todo modo, não deletei a ideia, então segue um replay pra quem não leu:
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No post desaparecido, eu contava sobre a minha pilha de livros do criado-mudo que não diminui nunca, e de como é difícil dar conta de tudo o que gostaria de ler. Contava também que, apesar disso, vira e mexe acabo relendo livros que já estão na estante há muito tempo, às vezes até sem querer. Foi exatamente o que aconteceu com "Água Viva", de Clarice Lispector -- dias atrás, enquanto procurava um trecho que queria usar no meio de um texto, acabei lendo outro e mais outro até finalmente reler o livro todo.
Foi essa leitura que me fez pensar que livros são como bolos: tem os que a gente experimenta e não gosta, nem chega a comer um pedaço inteiro; os que saboreamos devagar, um pouquinho por dia; e também aqueles que simplesmente devoramos de uma vez só. Mais que isso, certos livros são como um bolo de fubá saindo do forno e prová-los nessa hora é delicioso. Sentimos um prazer imenso na hora, mas isso nem sempre se repete comendo o mesmo bolo em outro momento.
Mas existem os bolos especiais, como o de Clarice. Com tantas camadas e recheios diferentes, esses mantêm um gosto de "primeira vez". Nesse caso, reler não é apenas relembrar, mas descobrir sabores que continuam surpreendendo o paladar a cada bocado.

(ST)
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