22 de jun de 2009

Meus hobbies

Até pouco tempo atrás, quando alguém perguntava qual é a minha profissão, eu nem titubeava: jornalista. Custei muito pra incluir "... e escritora" nessa resposta. Hoje em dia, afastada das redações, às vezes tenho a ousadia de responder só "sou escritora", mesmo sabendo que a pessoa vai insistir no assunto: "Sei... Mas você trabalha em que?". Pois é. Muita gente acha que ser escritora é um hobby e, agora, com a extinção do diploma de jornalismo, acho que ganhei mais um.
A discussão sobre a obrigatoriedade do diploma não é nova e é sempre cheia de controvérsias. É verdade que Paulo Francis, Truman Capote e muitos outros grandes jornalistas talvez não tivessem esse canudinho pendurado na parede. Também é verdade que a prática das redações ensina mais e melhor do que a teoria das nossas tristes faculdades. Mas também é absurdo desqualificar a formação desse jeito, como se boa dicção e uma bela estampa bastassem pra transformar alguém em âncora de telejornal.
A academia não é mesmo uma garantia de qualidade, mas, aí, seria o caso de estender essa "desobrigatoriedade" do diploma pra muitas outras profissões. Estou errada?
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