29 de ago de 2008

Desacordo ortográfico

Estava no Globo de ontem: as novas edições dos dicionários Mini-Houaiss e Aurelinho não estão de acordo com relação ao uso do hífen. No primeiro, o sinal desapareceu de palavras como "benfeito" e "mandachuva". Mas, no segundo, o hífen persiste nessas mesmas expressões. Que quebra-cabeças! Ou quebracabeças? Ai!

(Silvana Tavano)

Fadas hollywoodianas

"Elas eram muito bonitinhas, com olhos da cor do mar e bochechas rosadas, e usavam roupas de algas marinhas e sapatinhos de conchas". Uma delicadeza de história, com ilustrações encantadoras: não é pra menos que "As Fadas da Areia", da querida amiga May Shuravel, já passou da 8a. edição, com mais mais de 30 mil exemplares vendidos, e continua inspirando não só os leitores. O também escritor João Batista Melo (autor premiado de vários livros, como o recém-lançado "O Colecionador de Sombras") adaptou a obra e transformou as
ilustrações em personagens de carne e osso -- a Laura do livro é interpretada pela atriz Julia de Victa no curta que foi selecionado pelo Minc e deve estrear na TVE Brasil em breve.

















A experiência do escritor como cineasta não é nova. Em 2004, João Batista dirigiu o infantil "Tampinha", baseado no livro da Angela Lago, trabalho premiado como melhor curta de ficção do Divercine, no Uruguai. E a carreira do novo curta também promete: "As Fadas" já foi selecionado para participar do 25th Chicago Children's Film Festival, o maior festival de cinema infantil da América do Norte e o único do gênero homologado pela Academia de Hollywood.

(Silvana Tavano)

27 de ago de 2008

O lugar das coisas (2)

Dentro da sopa pode ter letrinha
Dentro da casca às vezes tem pintinho
Dentro do ninho é fácil achar passarinho

No meio da frase a vírgula cai bem
No meio do livro, marcador tem
No meio do deserto não se vê ninguém

No meio do dia tem almoço,
Dentro da azeitona tem caroço

Dentro da torta tem recheio,
No meio da aula tem recreio

No meio da vida a gente tem meia-idade
No meio da viagem tem quem já sinta saudade
No meio do caminho sempre falta a metade

Mas, dependendo da situação,
dá pra fazer uma certa confusão

Pois é no meio do filme de terror
que a assombração sai de dentro do porão,

E é lá do meio do campo que o jogador
chuta pra dentro da rede -- que bolão!

(Silvana Tavano)

25 de ago de 2008

O lugar das coisas

Em cima da cabeça tem chapéu
Em cima do waffle é gostoso colocar mel
Em cima das nuvens tem um imenso céu.

Debaixo do cobertor tem pé quente
Debaixo da pasta costuma ter escova de dente
Debaixo da árvore é gostoso encontrar presente.

Em cima do bolo às vezes tem geléia de uva
Debaixo de tempestade sempre é bom ter guarda-chuva.

Debaixo da cama mora o bicho papão
E o terrível gigante mora em cima do pé de feijão.

Os ponteiros do relógio ficam em cima da hora
O pescoço do padre fica debaixo da estola.

Mas o mar às vezes parece o céu de quem olha do avião
E tem quem jure ver estrelas espalhadas pelo chão!

Por isso, não estranhe se, de repente, alguma coisa se inverter:
De ponta-cabeça é só um outro jeito de ver!

(Silvana Tavano)

24 de ago de 2008

Baile de máscaras (3)



Não achei foto de todo mundo que Paulinha, Janette, Mauri, Lucca e Manoel lembraram, mas aí estão alguns mascarados que faltavam: os Impossíveis, Irmãos Metralha, Mexilhãozinho e Homem Sereia, da turma do Bob Esponja, The Flash e o Fantasma da Ópera.

(ST)

23 de ago de 2008

21 de ago de 2008

Muito além da capa

Não é a mesma coisa que folhear um livro "ao vivo" e a idéia nem é essa: o Lookybook é uma espécie de cardápio-literário virtual, com dezenas de sugestões que as crianças (e também os pais) podem conferir, olhando página por página de um livro antes de comprar.
Não é o caso pra quem não se interessa por textos escritos em inglês mas, ainda assim, dá pra passear pelas ilustrações e divertir bastante no site, escolhido como um dos 50 melhores de 2008 pela revista "Time". Pincei um lindo exemplo: o livro-imagem "O Outro Lado", de Istvan Banyai, editado aqui pela Cosac Naify.





Não é o máximo?

(Silvana Tavano)

20 de ago de 2008

Lulas in love!



Fui conferir o que a editora de moda e amiga querida Biti Averbach anda fazendo e achei essa animação deliciosa, produzida pela escola francesa Gobelins. Essas lulas apaixonadas (e tresloucadas) não estão no mesmo clima da prima Soledad e seu brujo Afonsito?
Ai, que paixão!

(Silvana Tavano)

17 de ago de 2008

Um dia de festa

De manhã, assisti à estréia da Cia. de Dança Aberta, com a adaptação do "Como Começa" no palco do Espaço Cultural CPFL, em Campinas
...
e, à tarde, caprichei nas dedicatórias para Manoel, Lucca, Maurício, Sophia, Paulinha, Gabriela e mais um monte de amigos que apareceram no estande da Callis, na Bienal




(Silvana Tavano)

Oba, é hoje!

Estão todos convidados para o lançamento oficial do "Como Começa" na Bienal: a partir das 16h, vai ter contação de história lá no estande da Callis (rua D, avenida 6). Apareçam!

12 de ago de 2008

11 de ago de 2008

Resposta pronta

Daqui pra frente, sempre que alguém me perguntar se existe preconceito contra literatura infantil ou se esse seria um gênero menor (pois é, as pessoas ainda fazem essas perguntas...), minha resposta vai com nome e sobrenome -- o do escritor moçambicano Mia Couto, que definiu a questão com maestria e poesia:

"Não sei se alguém pode fazer livros 'para crianças'. Na verdade, ninguém se apresenta como fazedor de livros 'para adultos'. O que me encanta no ato da escrita é surpreender tanto a escrita como a língua em estado de infância. E lidar com o idioma como se ele estivesse ainda em fase de construção, do mesmo modo que uma criança converte o mundo inteiro num brinquedo.
...
À força de contar histórias para meus filhos adormecerem, inventei uma convicção para mim mesmo e acredito que invento histórias para que a Terra inteira adormeça e sonhe. O escritor traria, assim, o planeta no colo".

O texto abre o livro "O Gato e o Escuro", lindamente ilustrado por Marilda Castanha e editado pela Companhia das Letrinhas para crianças (ou adultos?) de todas as idades.

* E pra quem ainda lembra: aguardem o emocionante final da mininovela "À Procura do Bruxo Encantado" nos próximos postículos.

(Silvana Tavano)

7 de ago de 2008

De blog em blog

Como não tive tempo de pensar no problema da prima Soledad, o final (ou a continuação, sei lá...) fica pra amanhã. Enquanto isso, sugiro um passeio pelo Flor de Papel: já faz um tempinho que descobri o blog dessa ilustradora argentina, Cecilia, e me encantei com suas colagens delicadíssimas -- mui, mui hermoso!, diria o brujo Afonsito. Cecilia publicou o trabalho que reproduzo aqui no post "Pasó un viento". Não é uma lindeza?

(Silvana Tavano)

6 de ago de 2008

Estréia dupla!

Ufa, dirão os leitores do blog que já não estão agüentando a interminável mininovela (mini?) da bruxa Creuza. E ufa digo eu, que não sei que fim dar ao drama da prima Soledad. AI!
...
Mesmo que soubesse, hoje o assunto é outro: o texto do meu "Como Começa" (olha a capa aí ao lado!) inspirou a mais nova montagem da Cia. de Dança Aberta, um grupo de pesquisa em dança formado e dirigido por Julia Ziviani.
Julia é uma amiga pra lá de querida e tem um currículo dez estrelas: entre mil e uma piruetas no Brasil, Europa e Estados Unidos, ela foi diretora artística do Balé da Cidade e hoje é chefe do Departamento de Dança na Unicamp, em Campinas. Lá será encenado o espetáculo "Começar e Cutucar, Vamos Ver Onde Dá?", que faz parte do núcleo de teatro infantil do Espaço Cultural CPFLe estréia no dia 17 -- o mesmo dia do lançamento do livro!

(Silvana Tavano)

4 de ago de 2008

Intervalo


"Los tres cerditos y el lobo feroz", pra continuar no clima caliente da prima Soledad e seu brujo Afonsito. Aguardem o próximo postículo!
(ST)