4 de fev de 2013

Joaquim

Confesso que minha paixão por gatos só aumenta com o passar do tempo -- e lá se vão 13 anos convivendo com a Miúda Felina aqui em casa. Também é verdade que nos últimos meses ando muito ligada nos felinos por conta do livro em que venho trabalhando. Mas juro que não estava pensando em adotar outro bichano. Foi assim: fui buscar uma encomenda e topei com o Joaquim, um dos trocentos gatinhos que a dona da loja estava doando. A gente se olhou uma vez, e mais outra, e na terceira o pequeno soltou um oi-miau todo dengoso. No dia seguinte, sem pensar duas vezes, voltei lá e trouxe Joaquim pra casa, já com um enxoval completo --ração especial pra filhotes e brinquedos, mais um banheiro e pratinhos exclusivos, justamente pra não estressar demais a Miúda. Como eu imaginava, não adiantou nada. Transtornada com a novidade, a gata mostrou os dentes, arqueou as costas e emitindo uns sons assustadores que eu nunca tinha ouvido, se enfiou debaixo da minha cama, em claro sinal de indignação. 
O começo não vai ser fácil, eu sei. Mas confio no tempo e, principalmente, no olhar do Joaquim: duvido que a Miúda Felina também não se apaixone por ele.

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