11 de fev de 2013

Infância

O enredo da brincadeira era simples: a turma se reunia no pátio do prédio pro ensaio geral, formava duplas ou trios e depois, todos juntos, atravessávamos a avenida da praia de José Menino, em Santos, devidamente equipados com bisnagas coloridas, sacos de confete, muitos rolos de serpentina e um bom estoque de martelinhos de plástico. Organizados em alas, os grupos se posicionavam em pontos estratégicos ao longo da calçada, a postos pra dar banho de água e alegria em quem passasse. Os que não entravam no espírito da folia, levavam martelada e tinham que sair correndo debaixo de vaia. A certa altura, mães e pais começavam a aparecer, chamando pra jantar e, mais ou menos contrariados, íamos todos pra casa, com a promessa de um novo encontro logo cedo, na praia. Lembro de adormecer ouvindo os ruídos que seguiam chacoalhando a cidade noite adentro, com o carnaval grudado no meu corpo em forma de confete.

Um comentário:

Tiane disse...

Que legal! Isso é que é carnaval e isso é que é infância!Não morei no litoral mas nas férias, ficávamos brincando na rua até tarde da noite, até que os pais chamavam anunciando o fim da festa...que tristeza! Acho que viraríamos a noite brincando.Coisa boa lembrar coisas boas!Bjinho e bom final de semana!