29 de jan de 2012

Foi assim: em agosto do ano passado, conheci o ilustrador e designer Daniel Kondo, meu parceiro nos eventos da Jornada Literária de Passo Fundo. A dobradinha deu certo: quando um engasgava, o outro falava, e assim dois tímidos conseguiram não fazer feio durante as apresentações. Acabamos virando "amigos de infância" e, na volta, partilhando outro medo, o do avião, ele propôs fazermos um livro juntos. Eu não tinha nada inédito na gaveta, mas andava com uma certa ideia na cabeça. Como ele se animou com o tema, resolvi escrever logo que cheguei e mandei o texto, imaginando que ele levaria algum tempo pensando em como ilustrar aquela história. Pra minha surpresa, dois dias depois, o texto já estava numa dupla, me mostrando um novo caminho: aquele era o projeto perfeito para um diálogo e não um monólogo, como o da minha ideia original. Reescrevi o texto e, a partir daí, fomos trabalhando juntos -- as palavras mudando a partir das ilustrações e vice-versa. Foi uma experiência deliciosa e, em menos de um mês, tínhamos um livro pronto. Por uma dessas coincidências que parecem mágica, acabava de ser anunciado o Concurso de Literatura João de Barro que, diferente das edições anteriores, iria premiar textos infantis não apenas inéditos, mas já ilustrados e devidamente editados num projeto gráfico. Graças à minha comadre, a escritora May Shuravel, ficamos sabendo do concurso e resolvemos tentar. Tudo pronto, faltava apenas escolher os nossos pseudônimos: tinha que ser uma dupla especial, como tudo nessa história. Na sexta-feira, quando recebi a notícia do prêmio, tive certeza de que Julia K, filha de Daniel, e Caio T., meu filho, deram a maior sorte para o nosso "Pssssssiu".
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