5 de jan de 2008

O livro certo na hora certa

Pais leitores, professores inspirados, livros em casa são ótimas influências, mas não é só um ambiente propício que garante a formação de leitores apaixonados. Até porque devem existir milhões de aficcionados que não contaram com nenhum desses estímulos. O que faz, afinal, com que uns virem leitores vorazes e outros sejam tão indiferentes? Vale a pena ler uma matéria do New York Times, publicada no Caderno 2 de hoje. Respostas definitivas ninguém tem, mas muita gente aposta na teoria de que ler o livro certo no momento certo pode despertar o prazer pela leitura e fazer com que isso se torne um hábito para toda a vida. E o "livro certo", nesse caso, não precisa ser nenhuma obra literária: "Às vezes, um mundo de possibilidades se abre a partir de uma obra modesta", diz a matéria. Para uns, é o texto que mexe com a imaginação ou acende a curiosidade; para outros, pode ser o que comove ou traz identificação. O livro que me viciou foi "Os Doze Trabalhos de Hércules", de Lobato. E o seu, qual foi?

(ST)

6 comentários:

Sabina Anzuategui disse...

Interessante. Por pouco perdi essa matéria. Bem neste dia eu estava viajando, e não li o jornal.

Cristiane disse...

O meu foi Raul da Ferrugem Azul, da Ana Maria Machado... eu lia e relia e me olhava muito para ver se tinha as tais manchas... na verdade, me pego checando isso vez ou outra...
beijos!

Anônimo disse...

a galinha ruiva, um livro antigo que ficava na casa da minha avó :lembro apenas das ilustrações...

depois, um livro de um passarinho. Era no formato de passarinho com cabelinho macio azul... esse pássaro era super protegido pela família. Um dia venceu uma serpente e tornou-se independente...

as ilustrações da cigarra e da formiga. Numa versão que terminava com todos comendo um bolo.

Branca de neve... um livro daqueles que são feitos de bonecos fotografados... ainda tenho.

monteiro lobato: pedrinho pegando o saci...

ih, muitos.. mas um que li e fiquei muito encantada e quase senti que fazia parte da história foi o livro "A história sem fim", Michel End...

um beijo, Carla

Silvana Tavano disse...

Carla, você me fez lembrar do livro dos Irmãos Grimm, a capa dura com desenhos verdes e amarelos. Também lembrei de ficar olhando pra capa de um "LP" de histórias: de um lado, tinha um desenho-cena da Gata Borralheira ajoelhada, limpando o chão, e do outro, João e Maria perdidos numa floresta tenebrosa. Acho que eu nem sabia ler nessa época...

Anônimo disse...

verdade isso. mas o meu primeiro livro foi assustador. chama-se "coração de vidro" (josé mauro de vasconcelos) e trazia quatro histórias muito tristes, tristes mesmo. uma delas era de um peixinho que vivia em um aquário em cima de um piano de uma casa linda, perfumada. parecia tudo lindo, mas a família é atingida por uma desgraça e precisa se desfazer da casa. deixam a mansão, esquecendo-se do peixinho, que, no final, morre de tanta solidão. socorro!!!! eu detestei esse livro. chorava demais com as histórias. apesar desse episódio, adoro ler. no momento estou devorando "primeiras estorias", de guimarães rosa. sen-sa-ci-o-nal.

Anônimo disse...

Bem, não posso lembrar exatamente do livro ou história que despertou minha avidez pelos livros, mas por incrivel que possa parecer, não riem! foi o livro ilustrado das Testemunhas de Jeová que meu irmão tinha em casa! as histórias da Biblia, demorei pra entender o sentido de tudo, mas foi o que me iniciou, creio eu...