2 de jan de 2016

feijões

No final de 2014, lembrei aqui daquela experiência que todo mundo já fez nas primeiras aulas de biologia: a de colocar um grão de feijão sobre um punhado de algodão com água, dentro de um pote transparente. Bastava deixar o recipiente num lugar bem iluminado, umedecer o algodão, caso secasse, e esperar. O feijão enrugava e logo aparecia a pontinha de um caule que cresceria rápido, feito mágica, rodeado de folhas verdes. Eu aguardava 2015 com grande expectativa -- a de ver surgirem os brotos de todas as sementes que eu havia plantado. Infelizmente o ano não floresceu como se esperava: difícil para os feijões, e também para o mercado editorial, com contratos cancelados, publicações adiadas, más notícias por toda parte. Mas justamente nesse ano tão árido as palavras brotaram, mais férteis do que nunca, embebendo minha nuvem de algodão com histórias inesperadas. É com esse frescor que começo 2016, e se o tempo da colheita ainda não chegar, que continue inspirando o plantio de muitos sonhos, as melhores palavras e deliciosos feijões.       

5 comentários:

Addy S Heilbut disse...

Quando suas palavras brotam, nosso feijão fica fértil!!! Que suas ideias e palavras nunca faltem.

Silvana Tavano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvana Tavano disse...

Addy, querida: :))

Celia disse...

Que brotem muitos feijões e muitas novas palavras neste 2016!

Tina Bau Couto disse...

Plantar para colher
Poesia, luz, água, sol, sombra, raízes e asas em seu 2016
;)