13 de set de 2011

Saudade (2)

O gostinho cremoso da nata na tampa de alumínio que fechava a garrafa de leite; a quitanda do seu Antero, na esquina da minha rua, e o caderninho onde ele marcava as compras que minha mãe acertava sempre no final do mês; a farra que meu primo e eu fazíamos nas ladeiras do Sumaré, deslizando pra lá e pra cá com o nosso carrinho de rolemã. As memórias da escritora argentina Norah Lange não têm nada a ver com as minhas, mas a leitura do seu belo “Cadernos de Infância” despertou imagens, sabores e tantas lembranças dos meus tempos de criança que acabei ficando com a impressão de ter lido dois livros ao mesmo tempo. 
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