O gostinho cremoso da nata na tampa de alumínio que fechava a garrafa de leite; a quitanda do seu Antero, na esquina da minha rua, e o caderninho onde ele marcava as compras que minha mãe acertava sempre no final do mês; a farra que meu primo e eu fazíamos nas ladeiras do Sumaré, deslizando pra lá e pra cá com o nosso carrinho de rolemã. As memórias da escritora argentina Norah Lange não têm nada a ver com as minhas, mas a leitura do seu belo “Cadernos de Infância” despertou imagens, sabores e tantas lembranças dos meus tempos de criança que acabei ficando com a impressão de ter lido dois livros ao mesmo tempo.
4 comentários:
Nossa Zi..tbm lembro qdo levava a caderneta p/ marcar na venda e qdo ia buscar o leite na casa da minha tia(que tirava quentinho da vaca). hehe..tempo bom... bjs e boa semana.
http://www.arqdanubiafarias.blogspot.com/
Suas memórias despertaram saudades, cores e imagens também, Silvana... sorrisos para você!
Hoje apenas cores e imagens restaram em meu pensamento...
Nessa tempo vivia com tia Lurdes que na época era (Mãe Lurdes).
Era só alegrias:Acordar bem cedinho e ir direto pro curral buscar uma mamadeira de lei pra domar com café...ficar o dia todo só ouvindo os cantos dos pássaros...saudades.
Talvez um bom livro se defina mesmo em dois: você lê o que está escrito e imagina o que não está.
Beijocas.
Z
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