3 de nov de 2009

Das invenções

Quando eu crescer vou ser inventor. Sempre penso numas coisas muito importantes que ainda não foram inventadas. O medidor de amor, por exemplo. O amorzômetro podia resolver um monte de problemas: em vez de ficar perguntando pra minha mãe se ela gosta mais de mim do que do chato do meu irmão, era só colocar o aparelho em cima do coração dela e tirar a dúvida na hora.
Eu também quero inventar um jeito de conversar com os animais. É que de vez em quando os olhões do meu cachorro ficam cheios de pensamentos. Dá pra ver, mas não dá pra entender. A gente fica naquela comunicação básica: um latido = oi; dois = vamos dar uma volta?; três = você demorou pra chegar; muitos latidos juntos = estou muito feliz ou muito bravo (depende do tom). Mas é difícil descobrir quando ele só olha e não late. Daí não tem como trocar uma ideia.
Também acho que devia existir um jeito da gente escolher o que vai sonhar. Podia ser uma fórmula tipo xarope com cardápio de sonhos: sabor viagem espacial, sabor sonho-maluco, até xarope sem sabor, com direito a sonho-surpresa. Claro que tinha que acertar bem a dose pro sonho não virar pesadelo. Vai ver é por isso que não tem nada desse tipo na farmácia... Mas, e um escorregador com marcha-a-ré automática -- como é que ninguém inventou um desses ainda?

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Tem umas invenções novas nesse miniconto, que foi publicado na Folhinha em 2007.
(ST)

Um comentário:

Maria Teresa disse...

Pensei num inventor de historinhas assim, para os momentos em que estou sentada com preguiça de levantar, no fim do escorregador, mas lembrei que esse inventor já existe, que bom!