30 de nov de 2007

Ainda sobre o fim dos livros...

Depois de ler minhas considerações a favor do livro, minha colega Jeanne Callegari ligou para dizer que também é possível fazer anotações no kindle:
"O e-reader vem com uma caneta especial. A pessoa escreve nas margens, grifa trechos, seleciona partes inteiras, e fica tudo gravado no arquivo daquele livro... Não sei se já existe ou não, mas o mesmo recurso vai dar conta de resolver a questão da dedicatória. A pessoa compra o arquivo digital para dar de presente e já deixa a dedicatória na página, via computador ou via kindle. não é o máximo?"
Não dá para negar, tecnologia é bacana mesmo. Mas, como bem lembrou a escritora e ilustradora May Shuravel, a televisão não acabou com o cinema que, por sua vez, não compete com o DVD, e assim por diante. É bem possível que eu também acabe virando a maior fã do kindle, mas dificilmente vou abrir mão dos livros de papel. E tenho certeza de que não sou a única --para muita gente, a paixão pela literatura se mistura e se confunde com o amor pelos próprios livros. Existe uma pequena obra-prima que trata justamente disso, o livro "A Casa de Papel", do argentino Carlos María Dominguez, editado pela Francis. Recomendo a leitura, mesmo que seja no kindle.
Silvana Tavano

29 de nov de 2007

Adeus livros?

Sabe que a frase que você grifou no último capítulo de um livro inesquecível? E aquelas anotações que fez, inspiradas pelo trecho que estava lendo? Ou aquela dedicatória que você quer reler de vez em quando? Pois é. Talvez não seja possível fazer nenhuma dessas coisas num futuro bem próximo. Há alguns dias, a livraria virtual Amazon anunciou o lançamento do Kindle, uma espécie de iPod para livros, só que ainda mais "prático", porque dispensa até o próprio computador: a tal caixinha mágica já vem com a rede (!) e a pessoa baixa o livro que quer ler, em qualquer lugar. Mas, será que o prazer de ler um livro tem alguma a ver com "praticidade"? Minha colega de letras, a jornalista Jeanne Callegari já é fã da novidade. Confira a opinião dela:
"Imagine poder levar toda a coleção do Monteiro Lobato para a praia, nas férias. Toda a coleção de culinária para um final de semana gastronômico na serra. E ter, em menos de um minuto, todos aqueles livros que a gente compra na Amazon e levam semanas para chegar pelo correio. Em algum tempo, tudo isso vai ser possível. E o que permite isso é o Kindle, um e-reader, ou seja, um aparelho para ler livros de forma digital. Algumas de suas características já existiam em outros produtos, como a possibilidade de aumentar o tamanho das letras e a tela, feita com uma tecnologia especial em que as letras não refletem. O grande diferencial do Kindle é a conexão com a internet o tempo todo. O autor pode corrigir erratas ou aumentar a história sempre que quiser, desde que os leitores autorizem. Dá pra abrir a Wikipedia ou consultar o dicionário, que já vem embutido. E assinar, bem baratinho, revistas e jornais, que são atualizados na mesma hora em que ficam prontos para ir para a gráfica, sem que você precise apertar nenhum botão. Tudo isso tem um preço: por enquanto, 400 dólares, o mesmo valor do iPod no ínicio e que, da mesma forma, deve baixar. De qualquer forma, feitas as contas, vale a pena para uma pessoa que lê bastante. Talvez não substitua todos os livros, mas muitos deles, como os de trabalho, por exemplo, que são lidos uma só vez e depois postos de lado. Bem mais barato que um livro normal, e sem matar tantas árvores para fabricar papel. As possibilidades que essa tecnologia abre são imensas. Os autores poderão escrever histórias-sem-fim, ou em capítulos, como os antigos folhetins. Livros poderão ser escritos coletivamente, em público, e irem aparecendo na tela das pessoas à medida que forem escritos. Com tudo isso, as pessoas podem somar o gosto pela tecnologia com o preço barato dos livros e começar a ler mais. Com a evolução da tecnologia, podem surgir aparelhos especiais para literatura infantil, com telas maiores e coloridas, com material seguro de a criança brincar e deixar cair. E é isso tudo, todas essas possibilidades de novas formas de se contar histórias, que me fascina no aparelhinho. Nós amamos o papel por extensão: por meio dele, travamos contato com as histórias e mundos diferentes que os autores criam. Papel sem tinta, sem letrinha, é nada. Por isso o Kindle, que traz o conteúdo em outro suporte, também poderá ser amado, porque nos fará lembrar das belas histórias que lemos neles."
E você, o que acha de tudo isso?
(ST)

28 de nov de 2007

Sem controle remoto

Se, além de gostar de ler, você também curte ouvir as idéias de quem escreve, a nova TV Cronópios é o canal. Só que, esse, você acessa no seu computador: a novidade do portal Cronópios. já está no ar, apresentando as três primeiras entrevistas produzidas para o programa Bitniks --o escritor Marcelino Freire, o jornalista, escritor e dramaturgo João Silvério Trevisan e o cineasta Sylvio Back. O próximo convidado é o poeta e tradutor Cláudio Willer.
(ST)

27 de nov de 2007

Um jeito de brincar

"A maior virtude do romancista imaginativo é a sua capacidade de esquecer-se do mundo, como fazem as crianças... brincar com as regras do mundo conhecido --mas ao mesmo tempo, através desses vôos soltos da fantasia, não perder de vista a profunda responsabilidade que, mais tarde, permitirá aos seus leitores não se perderem inteiramente dentro do romance... Escrever bem é permitir que o leitor diga: 'Era exatamente isso o que eu queria dizer, mas não podia me dar ao luxo de ser tão infantil'".
Orhan Pamuk

26 de nov de 2007

Era uma vez a literatura infantil

As novas formas de texto, a força da ilustração, a evolução da produção gráfica e o uso pedagógico da literatura infanto-juvenil são discutidos por Ana Maria Machado, Nelly Novaes Coelho, Roger Mello, Fernando Vilela, Luiz Brás e Indigo. Também participei da reportagem de Priscilla Brossi Gutierre para o Portal Literal.
(ST)

25 de nov de 2007

E daí que é domingo?

A animação é do inglês Simon Tofield, mas todo mundo que convive com gatos já viu essa cena.

(ST)

23 de nov de 2007

Histórias de verdade


No vilarejo em que vive, Maria de Fátima está acostumada a ouvir o batuque dos bilros... Quando o pai de Cristian volta do mar, o programa é dar um pulo na praia para brincar na jangada e engatinhar na areia... Para a avó de Fernando, se o bebê presta atenção no canto dos pássaros já é um menino feliz...
A continuação destas e de outras histórias inspiradoras estão no livro "Bebês do Brasil", produzido pela revista Crescer e editado pela Globo em parceria com a Unicef. Durante meses, a editora Cristiane Rogério e a equipe da Crescer percorreram o país de norte a sul e mergulharam no cotidiano de 27 bebês --com quem vivem, do que brincam, como é seu dia-a-dia. Mais do que um registro das desigualdades sociais e da diversidade de costumes, o trabalho retrata todas as caras da infância no Brasil com sensibilidade e emoção.
(ST)

Quando as nuvens contam histórias


Por que será que Tico e Lia gostavam tanto de olhar para as nuvens? Essa é a história que será contada pela atriz e arte-educadora Mirela Estelles, amanhã, às 11h, na livraria Cortez (rua Bartira, 317). Baseada no livro "Mãos de vento e olhos de dentro", de Lô Galasso (ed.Scipione), o programa é indicado para crianças a partir de 4 anos.
(ST)

22 de nov de 2007

Música para (quase) todos os gostos


Fiquei à procura de uma frase, um vídeo ou mesmo uma música especial para fazer uma referência ao "dia do músico", que se comemora hoje. Mas acabei encontrando uma notícia curiosa: orquestra austríaca faz música com legumes e verduras. Assinada por Marcelo Crescenti, correspondente em Frankfurt para a BBC Brasil, a reportagem apresenta a Primeira Orquestra Vienense de Legumes, certamente a única do gênero, que oferece ao público, no final de cada apresentação, uma sopa preparada com os instrumentos de seus 11 músicos --legumes, como o pepinofone da foto, e verduras. Parece que essa receita tem dado certo: a orquestra tocou no prestigiado festival de Salzburgo e se apresenta na Grã-Bretanha na próxima semana, no Festival de Música Contemporânea de Huddersfield com suas castanholas de berinjela, flautas de cenoura ou instrumentos de percussão recheados de feijão. O repertório também oferece vários sabores -do clássico Igor Stravinski ao rock eletrônico do grupo Kraftwerk. Confira o som orgânico da orquestra em uma faixas do seu segundo cd, o Automate.
(Silvana Tavano)

21 de nov de 2007

Poesia na rede

Poesia para crianças é o assunto do Tigre Albino, um novo endereço para sua lista de favoritos. A primeira edição já está no ar e traz um ótimo artigo do escritor mineiro Leo Cunha sobre humor e poesia: nele, Cunha mostra como o lúdico e o lírico rimam bem quando a idéia é cativar o leitor infantil, e dá ótimos exemplos, como o poema "Convite", de José Paulo Paes:
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio, pião,
De tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas,
mais novas ficam.

Como a água do rio,
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?”

(ST)

19 de nov de 2007

É ou não é?

Hoje é segunda-feira, mas não parece. O contrário do que acontece no miniconto "Gênio Genioso", onde o menino encontra uma lâmpada (mágica?) que parece, mas provavelmente não é.

Ontem eu acordei e dei de cara com uma lâmpada mágica. Digo lâmpada, mas de verdade não entendo porque chamam isso de lâmpada na história do Aladim. Não tem nada a ver com uma lâmpada normal, dessas que acendem. O nome desse objeto devia ser “bule mágico”.
E é um bule estranho, com o bico bem esticado –a lâmpada-bule que apareceu no meu quarto é igualzinha à que o Aladim encontra: dourada, reluzente, será que é de ouro? Esfreguei os olhos pra ter certeza que não estava dormindo e peguei aquele troço esquisito pra olhar mais de perto. De onde tinha aparecido? E bem do lado da minha cama... Sem saber o que fazer, fiz o que qualquer um teria feito: passei a mão de leve e fiquei esperando pra ver o que acontecia. Nada. Nem sinal de fumaça. Então resolvi esfregar a lâmpada-bule com força. Mas continuou não acontecendo nada, não apareceu gênio nenhum. Nem gênia.
Pena. Bem que eu precisava de uma ajudinha pra transformar o visto que a professora deu no meu desenho em estrelinha! Olhei mais uma vez pra lâmpada-bule e supliquei: "Só um pedidinho? Quem sabe alguma coisa mais fácil?" Nada.
Depois dessas tentativas, larguei a lâmpada-bule-não-mágica e fui tomar banho, pensando na minha falta de sorte. Pior do que nunca encontrar uma lâmpada mágica é topar com uma que não funciona.
Vai ver, o gênio está com preguiça. Ou será que aquilo é algum brinquedo novo que minha mãe comprou pra mim? Mesmo assim, saí do chuveiro com esperança: quem sabe ele acordou? Resolvi lustrar a lâmpada-bule de novo, dessa vez com uma meia bem macia. Poxa, vamos lá! Há quantos mil anos você está esperando por essa esfregadinha? Não teve jeito. Ô gênio temperamental! "Tá bom, desculpe, não quis ofender chamando sua lâmpada de bule!"
Mas que parece, parece.

(Silvana Tavano)

17 de nov de 2007

A mais perfeita tradução

Fábula: história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca.
(em "Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento", de Adriana Falcão)

15 de nov de 2007

Chinês sem legenda


Animação para o feriado: a letra vira desenho e conta a história no curta de animação "The Art of Writing", de Yu Ji.
(ST)

14 de nov de 2007

Fim de semana literário


Quem fica em São Paulo nesse feriado pode entrar em clima de Balada Literária: a literatura infanto-juvenil está incluída na programação, com a presença da escritora Indigo. Além dos debates e shows, vale a pena conferir a exposição de fotografias do livro "O Lugar do Escritor", de Eder Chiodetto.

13 de nov de 2007

Biblioteca encantada

Depois da Alceu Amoroso Lima, dedicada à poesia, e da Belmonte, especializada em cultura popular, a cidade acaba de ganhar mais duas bibliotecas temáticas: na Cassiano Ricardo, o assunto é música, e na Hans Christian Andersen, são os contos de fadas --desde o último sábado, novos 800 títulos do gênero estão nas estantes da biblioteca, que já conta com mais de 17 mil livros infantis. A novidade está sendo comemorada com shows, cursos, espetáculos teatrais e rodas de histórias --confira a programação, que é gratuita e se estende até o final de novembro.
(ST)

11 de nov de 2007

HQs de contos de fadas


"A Gata Borralheira" e mais 17 contos dos Irmãos Grimm vão ganhar versões em quadrinhos criadas por desenhistas brasileiros, como Fabio Lyra, que assina a história de "Rapunzel". O projeto é da editora Desiderata, com previsão de lançamento até o final do ano.
(ST)

8 de nov de 2007

Desmontando Tarsila


A menina adorava ouvir música, mas logo começa a descobrir o mundo através do desenho e, mais tarde, da pintura. Essa é a personagem do livro "A Infância de Tarsila do Amaral"(Callis), uma bela biografia escrita por Carla Caruso. No próximo sábado, dia 10, às 15hs, Carla conta uma das histórias da vida da pintora na oficina "Brincando com o Abaporu", na livraria Novesete (r. França Pinto, 97, Vila Mariana). Na seqüência, a turma vai montar um quebra-cabeça gigante do "pé grande", apropriadamente instalado sobre um cavalete de pintura.
(ST)

7 de nov de 2007

Viva Cecília


Hoje é dia de lembrar de Cecília Meireles, que nasceu num 7 de novembro, no Rio de Janeiro de 1901. Como professora, pedagoga, jornalista e poeta, ela explicou e entendeu o mundo através da palavra. Palavras que continuam ecoando até hoje.

Cecília por ela mesma
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

(trecho do poema "Motivo")

Cecília e os livros
"Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

Cecília e as crianças
Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitascores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!)

(Leilão de Jardim)

5 de nov de 2007

Ferreira Gullar para crianças


O autor de "Resmungos", que acaba de levar o Jabuti como o "Melhor Livro do Ano", e do memorável "Poema Sujo", entre tantas outras obras, também já escreveu para crianças: em "Dr. Urubu e Outras Fábulas", editado pela José Olympio em 2005, a poesia está na boca de todos os bichos. É fazendo rima que dr. Urubu recebe dona Raposa, preocupada com a falta de chuva na floresta:
Tudo no mundo depende
do nosso ponto de vista
Não acha, amiga ardilosa?
Para quem come carniça,
a coisa agora está branca
ou melhor, está cor-de-rosa!
".
A Preguiça também não poupa o Jacaré e a Tartaruga quando descobre que os dois estão querendo mudar para a cidade, em busca de diversão:
É puro engano e vaidade.
Não passa de uma ilusão.
Sabiam que na cidade
o jacaré vira bolsa
e a tartaruga botão?".

Nos versos da Aranha, o poeta continua mostrando a vida como ela é:
Quem manda ser mariposa?
Cedo ou tarde ia morrer.
A vida é um perde-e-ganha:
num dia se é mariposa,
noutro dia, aranha.
E entrementes se sonha...

(ST)

1 de nov de 2007

Assim nascem as invenções...


Quando eu crescer, acho que vou ser inventor.
É que existem umas coisas muito importantes que ainda não foram inventadas.
Por exemplo: um medidor de amor. Se dá pra medir febre, por que não dá pra medir amor? Não deve ser assim tão impossível inventar um amorzômetro. Já pensou? A gente coloca o aparelho perto do coração das pessoas e pronto. Se já tivesse um desses hoje em dia eu não precisava ficar perguntando pra minha mãe se ela gosta mais de mim do que do chato do meu irmão. Eu também queria inventar alguma coisa pra ler pensamentos de animais. Bom, mesmo que não funcione com todos os animais... Mas que sirva pelo menos pra cachorros. Porque eu tenho certeza que o meu cachorro pensa, filosofa até. É só olhar pra cara dele, aqueles olhões estão cheios de pensamentos. Têm coisas que eu entendo: um latido = oi; dois = vamos dar uma volta; três = você demorou pra chegar; muitos latidos juntos = estou muito feliz ou muito bravo (depende do tom). Mas não é muito fácil descobrir o que ele está pensando quando ele só olha, sem latir. É uma pena, a gente não consegue trocar uma idéia. E eu passo muito mais tempo com ele do que com os meus amigos da escola.
Também acho que devia existir um jeito da gente escolher o que vai sonhar. Sei lá, alguma coisa que a gente fizesse antes de dormir, quem sabe um xarope? Daí escolhia o tipo de sonho, do mesmo jeito que escolhe o filme do cinema. Podia ter xarope sabor viagem espacial, xarope sabor férias, até xarope sem sabor, com direito a sonho-surpresa. Claro que tinha que acertar bem a dose, senão o sonho podia virar pesadelo. Será que é por isso que ainda não inventaram nada desse tipo?
Fico pensando e lembro de um monte de coisas que podiam ser inventadas. Tem óculos de sol, mas não tem óculos de chuva, com limpador de vidro, igual aos dos carros. Tem remédio pra dor de barriga, mas não tem remédio pra medo de escuro (alguma coisa que não seja abajur e resolva o problema rapidinho). Falta tanta coisa nesse mundo!
(Silvana Tavano)