21 de dez de 2013

Quase

Olho pela janela e o sábado me dá bom dia em tom de domingo, quase num sussurro, como se não quisesse atrapalhar o silêncio das coisas: a escola fechada, a praça vazia, ninguém à espera do ônibus no ponto -- pelas ruas quietas do bairro, 2013 aproveita pra sossegar, saboreando o torpor de uma espécie de estado de vigília. Sabe que ainda acordará algumas vezes, sobresssaltado, nos congestionamentos dos shoppings, nas filas dos supermercados e nas avenidas barulhentas com suas árvores festeiras que teimam em passar a noite em claro.
Mas, aqui e ali, o ano já cochila, prestes a cair num sono profundo.

Até já!

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