7 de mar de 2016

relicário


No começo, era só um vaso de barro não muito grande, duas mudas magrinhas, promessas de felicidade e fortuna enraizadas na mesma terra. Cresceram devagar sobre as pedras que iam chegando de tantos lugares, plantando ali histórias de rios, montanhas e dias de sol. Hoje as árvores tocam o teto da sala, abraçadas dentro de um vaso largo e amarelo, junto com os cristais transparentes, o buda da sorte, a corujinha de pedra-sabão da mãe, o enfeite que o filho fez numa noite de um natal distante. Gosto de rezar assim: regando a minha planta.

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