28 de dez de 2014

os dias

Eles correm, quase voam até finalmente chegar aqui. Mas quando amanhece e se dá conta de que é o último do ano, Domingo respira fundo e paira, sem pressa nenhuma de passar. Calmo por natureza, hoje ele se dá ao luxo de ser ainda mais lento e quieto. Como se quisesse ser plenamente Domingo pela última vez desta vez. E mesmo sob o sol excitado pelo verão, a tarde desliza tranquila, vai se esticando, preguiçosa, e fecha os olhos lentamente quando a noite chega, diferente das noites ansiosas de tantos Domingos antecipando a Segunda-Feira.
Os próximos três dias, cada vez mais últimos, também entram nesse ritmo estranho e seguem desconectados do relógio e suas urgências. Suspenso na rede, o Tempo tira férias, balançando entre o ano que termina e o que está começando, e quando amanhecer novamente, Domingo vai respirar fundo e pairar, como se fosse a primeira vez.
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