
- E depois que morre? – perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?
("Memórias da Emília")
...
Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (...) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas, lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado.
("A Reforma da Natureza")
Emília tem toda razão: livro bom a gente devora, e com muito prazer. "Memórias da Emília" foi um dos primeiros livros que devorei, e isso faz muito tempo. Faz ainda mais tempo que Lobato escreveu -- a primeira edição saiu em 1936 -- mas o tempo não arranhou a graça e o frescor de trechos como esse. Não sou muito fã de efemérides, mas é claro que o aniversário de Monteiro Lobato, 18 de abril, tinha que virar o Dia Nacional do Livro Infantil.
(ST)
4 comentários:
Ah, que magnífico!
Prosa limpa.
Sil, sensacional!
Adoro seus posts...adoro seu blog.
bj
:)
Amo Monteiro Lobato! Esse post ficou tão delicado... Muito lindo.
Sempre vejo seu blog!
Bj
Silvana eu adoro essa passagem do livro Memórias da Emília. Eu tambem devorei esse livro e até hoje amo de paixão. Abraço, Eliete
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