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11 de set. de 2012

Entrevista

Ficou uma lindeza a reportagem de Aryane Cararo sobre o "Psssiu!" no Estadinho do último sábado -- como não achei o link, selecionei alguns trechos da entrevista que ela fez comigo e com Daniel Kondo. 
De onde veio a ideia para o livro?
SILVANA -- Do próprio Silêncio! Certas coisas a gente só escuta quando conversa com ele.

Qual foi a concepção para ilustrar o livro?
DANIEL -- Criar dois personagens-perguntadores que pudessem dar voz ao Silêncio.

Por que a escolha por traços “simples” e poucas cores?
DANIEL -- Pra conseguir escutar as coisas que o Silêncio pode nos contar, quanto menos interferência, melhor!

Quem são os personagens que aparecem ilustrados no livro?
SILVANA -- Somos nós, e todo mundo que fica curioso tentando adivinhar o que o Silêncio fala.

Quando o Silêncio dorme, o ambiente fica ainda mais silencioso? Ou o barulho aparece?

SILVANA -- Depende. Às vezes, o Silêncio até ri enquanto está sonhando...
DANIEL -- Eu já acho que o Silêncio nunca dorme -- nós é que somos barulhentos e nem sempre percebemos que ele do nosso lado.

O que cansa o Silêncio?
SILVANA -- Ter que fazer sala pra visita que aparece sem convite, como certos pensamentos folgados, que vão entrando na casa dele a qualquer hora e sem pedir licença.
DANIEL -- Britadeira, furadeira, choradeira e gente que fala asneira.

Quando vocês ficam em silêncio?

SILVANA -- Sempre que consigo me desligar de todos os barulhos, os de dentro e os de fora.
DANIEL -- Em muitos momentos do dia, mas principalmente quando olho para um céu azul.

Quando o silêncio é bom?
SILVANA -- Quando ele me põe no colo e conta histórias.

4 de ago. de 2011

Entrevista


(...) Dentro do pote pode ter geleia
E dentro da cabeça nasce cada ideia!

A querida Rosaly Senra me convidou pra uma conversa gostosa no seu Universo Literário, da rádio UFMG Educativa. O papo ficou gravado aqui. 

4 de fev. de 2010

Entrevista

Conversei com a jornalista Rosaly Senra no programa Universo Literário, da Rádio UFMG Educativa. Pra ouvir, é só clicar aqui.

27 de ago. de 2009

Porque o lobo ficou menos mau

Confesso que nunca li nada da escritora espanhola Ana Maria Matute, nem sei se ela tem livros traduzidos por aqui, mas vou procurar. Gostei do que ela disse no LIJ:
...
Lo políticamente correcto lo ha fastidiado todo. No le puedes leer a un niño un clásico, que son fabulosos, porque hoy hay que decirles amén a todo y que al final caperucita se hace amiga del lobo. Y esto no es así, porque en la vida se van a encontrar con unos lobos tremendos. Al niño hay que decirle que hay cosas buenas, malas y tremendas y no darles una idea paradisiaca del mundo"
...
Pra ler a entrevista completa, clique aqui.

(ST)

23 de jul. de 2009

WeTube

Carla Caruso, Daniel Munduruku, Jonas Ribeiro, Silvia Camossa e eu participamos de um novo projeto da editora Callis, o "Encontro com Autores" -- pra ver os videos, clique aqui.

(ST)

11 de mai. de 2009

Do que a gente nunca esquece


A revista Carta Fundamental me convidou para escrever sobre o meu "primeiro livro", aquele especial, inesquecível e que acabou me transformando em leitora pelo resto da vida. Topei a proposta de cara, e desde então não parei mais de pensar no assunto: "Os Doze Trabalhos de Hércules" foi meu primeiro Lobato, a porta de entrada naquele sítio onde eu passava horas, esquecida de tudo. Mas, poxa, lembrei de tantos outros! Ainda não escolhi um título, mas cheguei à conclusão que vai ter que ser um livro que me emocionou, me fez rir e chorar e que li exatamente como nessa ilustração de Raquel Marin que encontrei sem querer no Donde Viven Los Monstros. Não é assim que uma história conquista a gente?

(Silvana Tavano)

4 de mai. de 2009

Linda Lygia

No final de semana comprei a nova edição de "As Meninas", um dos títulos de Lygia Fagundes Telles, relançado em grande estilo pela Companhia das Letras. Cheguei em casa e fui procurar o meu exemplar, uma nona edição da Livraria José Olympio, de 1978, que a autora autografou dois anos depois, quando nos conhecemos. Recém-formada e começando no meu primeiro emprego, na revista Desfile, propus uma entrevista com a escritora. Minha editora topou, Lygia também, e lá fui eu para o seu apartamento, na rua da Consolação, ansiosa e apavorada: tinha que dar conta de fazer uma boa matéria e me controlar diante de um ídolo -- tinha lido todos os livros dela, e a sua influência era óbvia nos contos que eu tentava escrever naquela época. Tinha acabado de ser premiada num concurso e mesmo achando que não teria chance de mostrar, levei o continho datilografado comigo. Pra resumir a história: Lygia foi encantadora e me acolheu com tanto carinho que me senti à vontade pra mostrar o tal conto premiado quando terminamos a entrevista. Ela leu com atenção e, de lápis na mão, fez correções, chamou minha atenção por causa da pontuação e do exagero no uso de reticências -- mais ou menos nove em cada dez frases acabavam com os três pontinhos. Me deu conselhos e estímulo, e depois de posar para o fotógrafo Mituo Shiguihara, fez essa foto comigo, uma recordação que guardei durante todos esses anos como um tesouro. Isso tudo aconteceu em 1980. Eu tinha 23 anos, e ela, 57.
Depois disso, a carreira de jornalista tomou fôlego. Acabei engavetando os contos e o sonho de ser escritora. Só muito tempo depois, comecei a escrever histórias pra crianças e finalmente publiquei meu primeiro livro. Por um desses acasos incríveis, nessa mesma época surgiu uma oportunidade de fazer uma entrevista com ela. Voltei ao mesmo apartamento em 2005 -- agora eu tinha 48 anos, e ela, 82. No lugar do conto datilografado, levei um exemplar da "Creuza em Crise" e também a nossa foto de tantos anos antes. Fizemos uma nova entrevista, desta vez para a revista Marie Claire, bebemos um dedinho de vinho do Porto e no final o fotógrafo Eduardo Simões registrou o encontro: como dá pra ver, ela continuava linda, e eu tinha aprendido a disfarçar o nervosismo.
É claro que vou levar meu novo "As Meninas" pra ela autografar no próximo dia 13, no Sesc Vila Mariana.

(Silvana Tavano)

1 de abr. de 2009

Nas ondas do rádio

Bati um papo gostoso com Oscar D'Ambrosio no programa Perfil Literário, da Rádio Unesp. Pra ouvir a entrevista, clique aqui, e aqui para acessar outras entrevistas bacanas do programa.

(Silvana Tavano)

24 de nov. de 2008

Tantas palavras (4)



"Escrever é muito difícil"

...
Alguém não concorda com Antonio Lobo Antunes?

Eu me encantei com as tantas e lindas palavras do escritor nesse vídeo que a editora (e amiga megaquerida) Liliane Oraggio mandou pra cá.

12 de ago. de 2008

20 de mar. de 2008

Na casa da Emília

Delícia de conversa -- a da escritora Tatiana Belinky com minha amiga Cristiane Rogerio, editora de cultura de revista Crescer.

26 de nov. de 2007

Era uma vez a literatura infantil

As novas formas de texto, a força da ilustração, a evolução da produção gráfica e o uso pedagógico da literatura infanto-juvenil são discutidos por Ana Maria Machado, Nelly Novaes Coelho, Roger Mello, Fernando Vilela, Luiz Brás e Indigo. Também participei da reportagem de Priscilla Brossi Gutierre para o Portal Literal.
(ST)

9 de out. de 2007

Bom de ouvir

Livros, autores e leitores são o assunto de todos os dias no Letras & Leituras, comandado pela jornalista Mona Dorf, na rádio Eldorado (700 AM). Nesta semana, toda a programação do Letras está homenageando os leitores infantis. Ouça o áudio da minha entrevista, que foi ao ar hoje de manhã, e se agende para ouvir Tatiana Belinky na próxima sexta, dia 12, às 11:45hs.

(Silvana Tavano)