É assim: levo um susto e depois sorrio.
Às vezes, o rosto da minha mãe me olha do espelho.
(ST)
30 de jul. de 2010
29 de jul. de 2010
Meu ritual de passagem
Faz dias que estou enrolando, mas hoje finalmente imprimi o arquivo. Meu próximo livro ainda não tem cara de livro, as ilustrações não estão prontas, o texto não está formatado. O arquivo traz as correções da revisora, tirando ou colocando os hífens que continuo embaralhando pós-nova ortografia. Minha hesitação em ler não tem nada a ver com isso, posso até discordar de uma ou outra sugestão da revisão, mas, e se eu começar a ver tudo quanto é problema no que eu mesma escrevi? Ainda dá tempo de mudar uma coisa aqui, outra ali, reescrever um trecho, se for o caso, mas não se trata disso. Esse é um livro diferente. Não é ficção, mas, às vezes, até parece. Os personagens são reais e serão leitores exigentes, a quem eu não gostaria de decepcionar.
Ao longo de um ano, conversei com dezenas de jovens até chegar às doze histórias que compõem o livro. Mais do que simples entrevistas, todos esses encontros foram muito emocionantes, pra eles e também pra mim. Ninguém tinha uma resposta pronta para a minha pergunta: em que momento você percebeu que já era um adolescente? Os que toparam o desafio de refletir sobre os seus rituais “particulares” de passagem e mergulharam em suas próprias experiências em busca de uma resposta ou, pelo menos, de pistas disso, fizeram todo o trabalho valer a pena. Agora é hora de checar se tudo “isso” está no papel: será que consegui ser fiel ao tom de cada um, aos detalhes e toda intimidade que eles compartilharam comigo?
Respiro fundo e começo a ler. Implico com uma frase já no prefácio, fico em dúvida com o jeito como apresentei o projeto, mas, de novo, me encanto com as coisas que eles contaram. Entre as aspas, a leitura flui. Tomara que também seja assim com eles.
(ST)
Ao longo de um ano, conversei com dezenas de jovens até chegar às doze histórias que compõem o livro. Mais do que simples entrevistas, todos esses encontros foram muito emocionantes, pra eles e também pra mim. Ninguém tinha uma resposta pronta para a minha pergunta: em que momento você percebeu que já era um adolescente? Os que toparam o desafio de refletir sobre os seus rituais “particulares” de passagem e mergulharam em suas próprias experiências em busca de uma resposta ou, pelo menos, de pistas disso, fizeram todo o trabalho valer a pena. Agora é hora de checar se tudo “isso” está no papel: será que consegui ser fiel ao tom de cada um, aos detalhes e toda intimidade que eles compartilharam comigo?
Respiro fundo e começo a ler. Implico com uma frase já no prefácio, fico em dúvida com o jeito como apresentei o projeto, mas, de novo, me encanto com as coisas que eles contaram. Entre as aspas, a leitura flui. Tomara que também seja assim com eles.
(ST)
27 de jul. de 2010
Voltar
26 de jul. de 2010
Parafuso horário
25 de jul. de 2010
18 de jul. de 2010
7 de jul. de 2010
Viajar

Cruzo a ponte invisível que abre caminho entre as nuvens e entro num túnel do tempo que me leva pra longe, onde tudo é novo e até as coisas de sempre parecem diferentes -- outro céu, outra terra e, eu também, outra.
A ilustração é da Maria Eugenia, e eu volto no fim do mês. Até lá!
(ST)
6 de jul. de 2010
Férias
5 de jul. de 2010
2 de jul. de 2010
Gol
Como uma palavra-bola lançada com precisão, redonda e decisiva, encaixando na frase pra mudar o enredo da história.
...
Mesmo quando a história não tem final feliz.
Ô dó.
(ST)
...
Mesmo quando a história não tem final feliz.
Ô dó.
(ST)
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