29 de mai de 2008
Que tristeza que dá
Pois é.
(ST)
28 de mai de 2008
Garota propaganda
27 de mai de 2008
A literatura está na moda
Não é de hoje que o estilista Ronaldo Fraga tece histórias com linha e agulha. No ano passado, o mineiro participou da exposição "Roupa é Letra" na 12a. Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, mostrando peças de várias coleções, inspiradas em Drummond, Guimarães Rosa e Jonathan Swift ("As Viagens de Gulliver"). Na coleção infantil -- "Para Filhotes"--, Fraga brinca com mil e uma histórias do mundo dos pequenos, inventa personagens e explora o que a moda tem de mais encantador, um lado de pura fantasia.Essa história dá mesmo "Muito Pano Pra Manga", como no livro de Maria Amália Camargo, editado pela Girafinha:
Coque banana para ir à quitanda
Meia soquete pra trocar uma lâmpada.
Para ir aos correios, saia-envelope
Para um passeio em alto-mar, uma canoa no decote.
Para selar uma carta, bolsa carteiro e cabelo lambido
Para quem gosta de badalar, calça boca-de-sino.
Para fechar um acordo, combinação
Para chegar perto das nuvens, saia-balão.
(ST)
26 de mai de 2008
Você está de acordo?
E vocês, o que estão achando dessas novas regras?
(Silvana Tavano)
25 de mai de 2008
23 de mai de 2008
Outras idéias
22 de mai de 2008
21 de mai de 2008
Parque de diversões
Essa edição da clássica história de Pinóquio foi ilustrada pelo italiano Roberto Inocenti, o ganhador do Prêmio Hans Christian Andersen de Ilustração de 2008.Inocenti está no Rio de Janeiro e participa do 10º Salão FNLIJ --Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil--, que começa hoje, no MAM. A programação reúne muita gente bacana e, o que é muito simpático, toda criança que passar por lá sai com um livro de presente.
(ST)
20 de mai de 2008
Brinquedo novo
(Silvana Tavano)
19 de mai de 2008
Gatos húngaros

Encontrei esses gatos simpáticos no blog da ilustradora Irisz Agocs, de Budapeste. Tem muitas outras aquarelas bacanas lá.(Silvana Tavano)
17 de mai de 2008
16 de mai de 2008
Sobre os pequenos grandes leitores
"A literatura infantil não procura a posteridade do autor, mas encontra a imortalidade do personagem. Para as crianças, pouco importa a assinatura na capa. Mas esses leitores certamente lembram do título do livro e do nome do herói... [Livros infantis] são destinados a um leitor mais primitivo e, possivelmente, mais apaixonado. Um leitor que não liga a mínima para a vida do escritor nem para as particularidades do estilo. Um leitor puro, mas não necessariamente inocente".
...
Escrever para esses leitores é mesmo um grande desafio. Quem se aventura, tem que encarar o risco de ouvir um "não gostei do seu livro", dito a qualquer hora, com todas as letras e a mais pura sinceridade.
Por outro lado, acho que não existe um elogio melhor.
(Silvana Tavano)
15 de mai de 2008
Boas idéias
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"O denominador comum de tudo que faço é minha fé na imaginação, a arma mais poderosa que temos para enfrentar o que nos espera - seja em política, economia, arte ou na vida cotidiana. Caminho por essa estrada tratando de descobrir o que ainda não existe."
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A América Latina é, acredito, o lugar no mundo onde a realidade supera a ficção com maior freqüência. As contradições são grandes e somos bons contadores de histórias: é uma combinação que fertiliza o campo para a criação literária."
A íntegra da entrevista com o escritor peruano Hernán Garrido-Lecca está no Caderno 2 de hoje.
Às 15h, ele conversa sobre literatura infantil com a escritora Ruth Rocha no Instituto Cervantes (av. Paulista, 2.439, entrada franca).
14 de mai de 2008
Poesia com ponto de interrogação

Do "Livro das Perguntas" (Cosac Naify), de Pablo Neruda, com tradução de Ferreira Gullar e ilustrações de Isidro Ferrer:
A fumaça fala com as nuvens?Me diga, a rosa está nua ou tem apenas esse vestido?
As lágrimas que não choramos esperam em pequenos lagos?
Há alguma coisa mais triste no mundo que um trem imóvel na chuva?
Quantos anos tem novembro?...
Porque não dá pra viver sem poesia e sem curiosidade, concordam?
(Silvana Tavano)
13 de mai de 2008
Quem te ensinou a gostar?
"Era uma mulher sem cultura, mas tinha paixão pela leitura... Ela era cadastrada numa biblioteca, de modo que trazia um montão de livros para casa. Lia de forma desordenada. Um dia podia ler Balzac e, logo depois, um romance de quatro vinténs....Assim fez comigo: ela me dava, aos 12 anos de idade, um romance de Balzac e uma história de amor de qualidade ínfima. Mas me transmitiu o gosto pela leitura".
Eu costumava ficar sem graça quando alguém perguntava sobre os livros da minha infância. Diferente da maioria dos escritores, não cresci ouvindo histórias nem vivi cercada por livros. Meus pais não tinham o hábito da leitura. Fui descobrir os livros de Lobato na estante de um primo, e os meus primeiros livros vieram através de uma amiga do meu pai. Dona Nelly era uma polonesa alta e bonita. Ela tinha um sotaque forte, fumava muito e morava na rua Bento Freitas, num predinho esverdeado que ficava em cima de uma livraria. O prédio talvez ainda esteja lá, mas a Duas Cidades fechou há muitos anos. Lembro que visitar dona Nelly era um grande programa, sempre saía de lá com um livro novo, que certamente devia ser bom e indicado pra minha idade. De resto, minhas leituras nem sempre eram as mais adequadas -- eu lia tudo o que aparecia: gibis, revistas, almanaques e livros de todo tipo. Dos 7 aos, talvez, 13 anos, devorei ótimos textos e muita subliteratura, mas o saldo desse mix foi positivo. Virei uma leitora voraz, curiosa e (quase) sem preconceitos.
(Silvana Tavano)
12 de mai de 2008
9 de mai de 2008
Sempre na Terra do Nunca
...
Alguém conhece outro jeito melhor?
(Silvana Tavano)
8 de mai de 2008
Laura, Ulla, Otília e companhia
“Se você conhece alguma história de galinha, quero saber. Ou invente uma bem boazinha e me conte”.O recado da escritora Clarice Lispector está no finalzinho do encantador "A Vida Íntima de Laura", livro que o escritor Caio Fernando Abreu considerava "a melhor história sobre galinhas" que ele conhecia. Clarice dispensa comentários -- a trajetória de Laura é pura epifania. Mas confesso que me apaixonei por Ulla, Gabi, as Marias (Rosa, Rita e Ruth), Otília, Juçara e Blondie, as simpaticíssimas galinhas, quer dizer, "As Frangas" (Globo), de Caio Fernando Abreu. Anos atrás, durante algum tempo, esse livro era "o" presente que meu filho levava para todos os amigos e amigas nos aniversários. Até que, um dia, eu e ele percebemos que tinha gente ganhando o livro pela segunda vez.
Semana passada, no meio de um cafezinho com as amigas-escritoras Carla Caruso e May Shuravel, as frangas apareceram na conversa -- lá fui eu reler e, de novo, me apaixonar pelo texto de Caio:
"... Tenho que explicar que gosto muito mais de chamar galinha de franga do que de galinha. Por quê? Olha, pra dizer a verdade, nem sei direito. Quando olho para uma galinha, acho ela muito mais com cara de franga. Acho mais engraçado. Ou só acho que acho, nem sei. Faz tanto tempo que digo franga que agora já acostumei..."
O livro é de 1988, é o único texto de CFA dedicado ao público infantil e foi considerado Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Na minha opinião, "As Frangas" é altamente recomendável pra todo mundo.
(Silvana Tavano)



